Mesmo com a difícil situação cerâmicas produzem mas encontram dificuldades na comercialização

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Um dos mais importantes setores da economia de Panorama, há muito tempo vem enfrentando sérias dificuldades.
O setor ceramista sempre esteve presente no desenvolvimento do município, mas vem sentindo dificuldades, não apenas na produção de tijolos, mas também na sua comercialização.
Segundo consta hoje apenas 59 cerâmicas estão produzindo e, mesmo assim dentro de suas limitações. Responsável por garantir cerca de 1.500 empregos, o setor vem arcando com altos custos, para produzir, o que representa uma desproporção muito grande.
Segundo Milton Salzeda, da Incoesp, só a energia elétrica subiu mais de 100% no ano passado e vem sendo reajustada periodicamente. No entanto os preços dos tijolos quase se mantem aos níveis de cinco anos passados.
Através da Incoesp, o projeto do capim elefante cresceu e vem ganhando a atenção de muitos. Até mesmo cerâmicas de outras regiões, demonstraram interesse em abraçar esse trabalho. Isso pode parecer uma conquista, pois Panorama demonstrou ser pioneiro na busca de alternativas energéticas para a produção do setor.
Por outro lado, ainda não houve uma sensibilidade por parte do governo do estado, em colaborar com o setor, abrindo espaço para a utilização de tijolos de barros, que vem sofrendo muito com a presença do tijolo de cimento.
O que é importante observar é que hoje, a produção de tijolos de Panorama representa mais ou menos 55% da produção de quando o parque industrial ceramista estava completo. Segundo consta, aos poucos as cerâmicas vão encerrando suas atividades e provocando uma série de problemas, tanto econômicos quanto sociais.
Milton Salzeda lembra que o setor ceramista tem técnica para produção e sempre vem procurando se atualizar, conforme a evolução dos sistemas. Tanto em trocas de experiências, como também parcerias com o Sebrae. Mas o importante agora, é que as produção feitas com muitas dificuldades, tenham um caminho para a sua comercialização mais objetivas.
O tijolo é produzido, mas o mais importante é o destino final, a concretização pela comercialização.


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