Ao se libertar do alcoolismo Lucena transformou-se num dos mais importantes artesãos da região

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Ele era um dependente do álcool. A vida era uma incerteza, mas de uma coisa ele sempre teve em mente, a de quem um dia poderia superar a tudo isso. Segundo consta, o início da caminhada foi dura, mas foi importante e ele tinha a convicção de que a vitória estaria ao seu lado.
Um médico a quem considera um eterno grande amigo e protetor, indicou que um remédio seria o ingresso na AAA e em seguida, para continuar a caminhada, a de se ocupar de uma atividade a que preencheria seu tempo e consequentemente o livrasse de pensar em coisas maléficas.
Assim, ele optou por desenvolver atividades ligadas ao artesanato com argila. E também dando forças para que todos os que procurassem a AAA, sentissem seguranças em sua caminhada em busca da retomada da dignidade. Como todo começo, eram peças simples, mas que pela insistência, aos poucos foram se ampliando em grau de dificuldades. Foi assim que João Lucena, que viveu um período de sua vida envolvido com as incertezas, conseguiu dar a volta por cima.
Mas hoje, demonstra que seus trabalhos iniciais, o transformaram num oleiro artesão de qualidade incomparável, sendo hoje um dos mais importantes da região oeste do estado. Quem o visita durante o seu trabalho, percebe que ele dominou plenamente todas as técnicas necessárias para a execução dos seus trabalhos. Em tempo recorde ela consegue cortar a argila colocá-la
Num barracão do complexo ferroviário que servia o transporte de trens no estado, incluindo Panorama como ponto final, compartilha com outro artesão, os trabalhos de confecções de peças das mais diferentes, oriundas da argila. Hoje consegue executar peças de todos os tipos, inclusive por sugestões dos clientes.
Um fato interessante e que valoriza todo o artesanato de Lucena, é que as máquinas por ele utilizadas, são de sua própria fabricação. São máquinas que embora possam ser entendidas como complexas, na realidade possuem sistema mecânica ou outros de fácil utilização.
A fama de Lucena correu a região e seus trabalhos apreciados por pessoas de todas as idades. Um dos grande admiradores de sua arte, foi procurado por várias vezes pelo Pe. Humberto Bastos a fim de que fosse o responsável pela confecção dos tijolinhos para representar a contribuição em dinheiro de cada doador para a construção do Santuário de Santo Expedito.
Segundo consta por várias vezes Pe. Humberto o procurou numa demonstração de confiança em sua arte. Finalmente montou uma máquina que facilitou a confecção dos tijolinhos e, anualmente, antes de cada campanha lançada em Santo Expedito, recebe a encomenda do Pe. Humberto. Começou com poucas unidades, mas após três anos de trabalho naquele projeto, há previsão de que para o início de 2017, seja em torno de 3.500 unidades.


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