Com a maior urgência Panorama deve fortalecer e estruturar o seu turismo

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“Se Panorama realmente deseja ser uma cidade de interesse turístico, muitas coisas devem ser levadas em considerações por parte dos envolvidos neste trabalho até que seja definida oficialmente essa condição”, assegurou Ricardo Godoi, jornalista de uma publicação voltada ao assunto. Residente em São Paulo, mas em gozo de férias ele esteve no final da semana em Panorama, para melhor conhecer a cidade.
Para uma comunidade ser realmente turística, ele admite que todos sem distinção, devem se envolver e buscar se estruturar para melhor atender aos turistas. Ficou sabendo que Panorama está procurando ser uma cidade de interesse turístico, mas nem por esse motivo, devem ficar de braços cruzados aguardando o pronunciamento das autoridades responsáveis em analisar todas as documentações. Ele admitiu que muitas cidades são turísticas mesmo informalmente e acabam tirando proveito de tudo enquanto aguardam definições.
No caso de Panorama, ele percebe muitos pontos positivos em favor da cidade, tendo em vista o potencial da natureza, mas alega que durante o tempo que passou por aqui, sentiu uma deficiência muito grande pela falta do mínimo possível de uma comunidade para angariar turistas.
Ele enumerou algumas dessas deficiências, que são básicas para o turismo. Falta de informações sobre pontos de importâncias. Onde visitar e o que fazer, pois quem aqui chega, ao invés de ter um local a sua disposição para essas informações básicas, são obrigados a buscar de terceiros e que, muitas vezes não tem qualquer elemento que possa ser repassado para o turistas.
Um ponto importante, é em relação a uma farmácia que atenda a todos a qualquer hora do dia e da noite. Isso não existe e ele tomou conhecimento de que turistas por vezes devem se deslocar para cidades vizinhas a fim de adquirir um remédio mesmo para uma febre, uma dor de cabeça. Por outro lado, falta ainda um ponto de apoio para reparos mecânicos, ou mesmo de borracharia e outros serviços básicos de emergência.
Isso não faz o turismo em sim, mas é uma condição de tranquilidade que o visitante sente numa cidade turística. Segundo Godoi, o comércio deve fazer com que seus funcionários tenham o mínimo para atender um turistas. Não em todas as lojas, mas ele sentiu que falta habilidade no trato para com as pessoas, neste caso o turista consumidor. Deve se definir um padrão de atendimento para todos e que o atendente sinta que cada pessoa que chega a cidade, é um turista e que está trazendo divisas para a economia de Panorama.
Eles devem receber o melhor tratamento possível, com delicadeza e muita atenção por parte de quem está atendendo. Lembrou que sua esposa estava numa loja a fim de comprar um determinado produtos até então comum. A vendedora a atendeu, conversando com uma outra da própria loja. As vezes tinha que esperar o papo de amizade terminar para poder dar continuidade a sua compra. O produto não tinha disponível naquele estabelecimento e a turista indagou se ela poderia informar onde encontrar o produto em outras lojas.
Foi um rápido “não sei” e de pronto a vendedora foi continuar a conversa com a amiga desviando a atenção da turistas ainda dentro da loja. Isso segundo Roberto, já é um fator para não se retornar mais ao estabelecimento e, até mesmo colocar como ponto negativo ao comércio em geral de Panorama.
Como afirmou, Panorama tem potencial, mas não acordou para esse importante segmento. Lembrou que muitas cidades estão correndo como Panorama para ser de interesse turístico, mas procedimento e muitas falhas de atenção ao turista, poderão fazer com que esse importante segmento econômico possa morrer e soterrar para sempre o interesse de Panorama. Quanto às observações do jornalista, não é de hoje que todos sabem. Não é de hoje que todos se disseram prontos a trabalhar, mas infelizmente nem bem o barco começa a navegar, muitos nem embarcam e deixam que as coisas aconteçam sozinhas.
Este jornal já citou por várias vezes que seu responsável quando na ativa no jornal O Estado de São Paulo teve publicação de um editorial na sessão do Interior enaltecendo Panorama e o seu potencial turístico. Datado de 1986, o editorial ainda permanece com seus dados inalterados, isto é, nada ainda foi feito para se deslanchar.
Observa-se que o problema é sério e mais sério ainda é o trabalho que vem sendo feito, mas com pouca adesão da comunidade como um todo. Demonstrar interesse turístico é uma coisa e ser turístico é outra, pois esta envolve um grande número de adesões por parte de todos indistintamente.
Com o processo de globalização, os que andarem a passo lento vão ficar relegados a planos improdutivos, pois o que Roberto Godoi analisou, nos deixa muito preocupados.


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