Em reunião com a Cetesb ceramistas buscam aproveitar resíduos da indústria moveleira como energia

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Na semana, aconteceu uma reunião na Cetesb em São Paulo, com participações de vários representantes de setores, a fim de se discutir, a destinação de resíduos sólidos das indústrias moveleiras com reaproveitamento nas indústrias cerâmicas do oeste paulista. Ficou resolvido que o Senai vai fazer um estudo para viabilizar o uso dos resíduos de uma maneira correta. A Incoesp esteve presente com Gildo Andre, Adriano Oliveira e Milton Salzedas. Também representantes do Sindicercon, Valter Gimenez e António Carlos e da Cetesb, Geraldo Amaral diretor de licenciamento e também Maria Cristina Poli do Senai Mário Amato.
O setor de móveis é um grande consumidor de matérias-primas e, como tal, gerador de expressiva quantidade de resíduos sólidos, líquidos e atmosféricos. A natureza dos resíduos depende, exclusivamente, do processo industrial em questão. A fabricação de móveis esteve sempre relacionada à maior geração de resíduos sólidos, principalmente nas etapas de beneficiamento da madeira. No entanto, raramente essas unidades de produção dispõem de um plano de gestão para esse tipo de resíduo. Neste sentido, há necessidade de se desenvolver um trabalho objetivando identificar, quantificar e classificar, de acordo com normas pertinentes da ABNT, os resíduos sólidos provenientes das fábrica de móveis.
Há necessidades ainda, de encontrar formas de reutilização e reciclagem desses resíduos. Resultados de estudos, indicaram que os resíduos de maior geração são, de fato, os de madeira (pó, cepilhos e aparas de painéis). Conclui-se que a quantidade de resíduos gerada por uma única empresa pode não ser expressiva, mas no contexto nacional se torna um problema de consideráveis proporções.
A indústria brasileira de móveis é formada por 13.500 micro, pequenas e médias empresas, de capital nacional localizadas em sua maioria na região centro-sul do país, constituindo pólos moveleiros.
Um grande polo moveleiro está na região de São José do Rio Preto, razão pela qual a Incoesp tem sempre atenções voltadas àquela região. Para representantes daquela entidade, existem grandes possibilidades de se definir uma estratégia de utilização desses resíduos nas cerâmicas da região.
Segundo consta, haverá um barateamento em todo esse processo, pois é grande o número de caminhões daquela região que chegam a Panorama em busca de tijolos. Assim, a logistica do transporte tanto dos resíduos das indústrias moveleiras até Panorama, quanto os dos tijolos até a região de São José do Rio Preto, estaria em sintonia.
A utilização dos resíduos da indústria moveleira, nas cerâmicas como fonte de energia para os fornos, seria um processo onde os produtos descartáveis, seriam destruidos de forma natural, sem prejuízos ou danos ao meio ambiente.
Assim, se aguarda tão somente os estudos do Senai para um aproveitamento mais adequado e qualificado desses resíduos pelas cerâmicas de Panorama.


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