Editorial: De quem é a culpa

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Uma coisa que acontece constantemente em muitos municípios e até mesmo no nosso, diz respeito a qualidade das obras feitas, quer com recursos próprios quando de pequeno porte, como de médio e grande , com dinheiros vindos do Estado ou da União. Esse assunto existe há muitos anos e a população quase sempre acaba cobrando pesado dos executivos municipais.
Em nosso município, sabemos que os dirigentes agem com naturalidade, e sempre seguindo a risca o que determina a legislação em vigor. A título de exemplo, para melhor ilustrar este editorial, temos os problemas dos conjuntos populares, quando o governo mostra a proposta de que o município terá mais casas para atender a demanda.
Mas é interessante como é feito o sistema de anúncio e até mesmo do processo para que tudo seja concretizado. O governo através de seu órgão para execução desse projeto, no caso a CDHU anuncia a construção das casas. Recebe o terreno de mão beijada do município, anuncia recursos e é feita a licitação para que alguma empresa construa a obra. Depois, tem se a impressão de que o município é o responsável geral pelo que foi feito e pela qualidade do produto final.
Mas a alegria do cidadão é passar por um processo de inscrição, de sorteio e até receber as chaves. “Ganhei uma casa”, geralmente é a expressão mais ouvida nesse momento. “Ganhei a casa”, como se fosse numa loteria, ou outro tipo de jogos ou sorteios. Mas interessante é que, se o cidadão ganhou a casa, quais as razões pelas quais ele vai ter que pagar as prestações mensais, em índice proporcional a sua renda? E ainda sabendo que, se não honrar com os pagamentos, basta permanecer em atraso, que a casa lhe será retirada. Isso não é ganhar uma casa?
Mas o que nos interessa no momento é quanto a qualidade desse produto. Reclama-se que sempre surgem problemas na sua construção, o que é uma evidência de que os acordos não foram cumpridos para que as casas sejam perfeitas e de qualidade.
Esse assunto já foi colocado por este jornal em tempos passados, mas devemos nos ater ao fato de que se isso acontecer, o município que cedeu a área para a construção, como também tentou por força de compromisso assumir todo esse processo, jamais terá responsabilidade sobre essa obra. Isso está explícito ao bom entendimento.
Mas nunca se deve esperar casas de qualidade, daquelas que se podem ocupá-las por décadas, como acontecia anteriormente, sem que qualquer problema aconteça. Isso é natural, pois quando da contratação da empresa construtora, o que realmente se exige é o menor preço. Consequentemente quem vence a parada pelo menor preço, jamais vai buscar os materiais de melhores qualidades dentro do mercado. Esse tem seus preços bem mais elevados, para compensar essa qualidade.
Mas isso não se aplica apenas em construções de casas populares, mas sim, para todas as obras públicas de necessidades para cada município. Assim é que muitas obras tem início e acabam tendo a desistência da empresa construtora e, quando isso acontece é sempre justificada pela falta de recursos. Pois o valor proposto na licitação, a fim de que essa fosse a vencedora, não dá para concluir o objeto da proposta.
Geralmente se adiciona mais alguns valores, até que a obras seja concluída e no final, vai custar quase a mesma coisa se tivesse a empresa apresentado um valor compatível para a aquisição de produtos de qualidade. Mas existe um sem número de entraves, colocados apenas para justificar a existência de uma lei que sem mais nem menos pode interromper um serviço de uma construtora. Quando isso acontece, é um verdadeiro pesadelo, pois o prefeito acaba sendo chamado de todos os predicados inimagináveis pelo fato de que a obra foi paralisada.
E sempre ele assume a responsabilidade(sic) de um ato pelo qual foi apenas protagonista de um projeto de exclusividade do governo do Estado. Podemos dizer que ele entra de gaiato pois, com as obras iniciadas e paralisadas, ou concluídas mas sem as devidas qualidades, ele levará para o seu currículo político esse desmando que nunca criou e muito menos foi seu mentor.


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