Fim da proibição da pesca atrairá grande número de pescadores para a bacia do Rio Paraná, mas já preocupam os ambientalistas para a pesca predatória com prejuízos aos municípios

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Desde o dia 1° de novembro, a pesca está proibida no Brasil, por decisão tomada pelo Ibama, anualmente para garantir a procriação das espécies, evitando assim a depredação de peixes. A medida proibitiva encerra-se na segunda-feira, quando um grande número de pescadores começa a chegar na região. O documento IN n° 25 de 1° de setembro de 2009 atinge especificamente os estados de GO, MG, MS. SP e PR, que estabeleceu uma cota de captura de um total de 10 quilos, mais um exemplar de espécies não nativas. O documento legal permite a pesca nos rios e reservatórios da bacia, utilizando  linha  de  mão  ou vara, linha  e anzol, molinete ou carretilha, com iscas naturais ou  artificiais,   em trechos de rio, apenas desembarcada. O mesmo documento, proíbe a pesca  em lagoas marginais  bem como a captura de espécies nativas,  a pesca  subaquática. O setor hoteleiro de Panorama está confiante no grande movimento de turistas que chegam atraídos pela pesca. A direção do Paranoá Clube Hotel, afirma que são poucas as vagas existentes, para  o final de abril de maio, já que março está com todas as reservas confirmadas. Da mesma forma, os ranchos, chácaras e hospedarias também estão sendo procurados para alojar os pescadores que chegam dos mais diferentes pontos. Da mesma forma o comércio já está se preparando para poder dar condições de atendimento.

A liberação da pesca traz para os municípios de Panorama e Paulicéia, duas situações distintas. Segundo   Nobuaki Okaji, que quando atuando no magistério fez um trabalho prevendo essas duas situações, são posições antagônicas. Por um lado a euforia pela presença dos turistas que vivem da pesca esportiva e que respeitam os projetos de preservação das espécies. Neles, existem sempre uma movimentação na economia dos municípios, já que agita tanto o setor hoteleiro, quanto o comércio. Da mesma forma para os pescadores profissionais dos municípios que vivem da extração dos peixes para sua sobrevivência Por outro, as presenças dos pescadores que acabam não respeitando limites, pescam com instrumentos não autorizados e vendem seus produtos para as indústrias. Com isso, podem diminuir os peixes e consequentemente prejudicar a economia do município com a ausência dos turistas. Nobuaki lembra que quanto aos turistas, os próprios guias podem orientar a cada um deles. Quanto aos demais, a fiscalização cabe a polícia ambiental,  mas que infelizmente não possue efetivo suficiente para uma ação mais rigorosa, embora façam de tudo para cumprir seus deveres, o que reconhecemos e agradecemos. O que vale é a consciência do pescador…


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